terça-feira, 20 de novembro de 2012

Especial da semana com Livia Lorena, autora de Redenção

Hoje vamos conhecer um pouquinho mais sobre a autora Livia e sua obra

Sinopse: Ruby é uma moça de vinte e poucos anos que tem um futuro normal e com boas expectativas. Vivendo com sua família no coração de São Paulo, ela nunca imaginou que se tornaria o centro de uma guerra que já perdura séculos. Após um incidente comum aos noticiários, ela se vê banhada num mar vermelho sangue que insiste em puxá-la cada vez para mais fundo, onde um vazio negro cheio de desejo e ânsia por dor e sofrimento clama por seu nome. Ruby. Ela não sabe como sua vida deu tal guinada, não entende as razões de ter sido jogada em um mundo onde a sede por sangue grita silenciosamente em seu peito, nos momentos em que ela mais deseja estar em paz. Há uma guerra sendo ocultada pelas manchetes de TV. Há muito dinheiro e poder em jogo e Ruby percebe que sozinha não terá chances de encontrar as respostas que procura, mesmo que elas estejam dentro dela, fluindo em suas veias. Ela acredita que tudo está perdido, mas quando surge na sua escuridão Aaron, seu zeloso companheiro, Ruby percebe que mesmo nas mais terríveis situações, existe espaço para a felicidade e para a devoção que só o sangue é capaz conferir.

Biografia:
Sou a Livia Lorena, tenho 25 anos e Redenção é o meu primeiro título publicado. Sempre fui uma apaixonada pelo tema vampiros e suspense. Comecei a escrever já há quase dois anos. Redenção se passa em São Paulo, em parte na região norte da cidade, em parte na região sul e a história em si, visa apresentar ao leitor um mundo obscuro onde duas organizações regem todas as vidas, decidindo quem vive e quem morre. Ruby, a personagem principal, se vê no meio de uma guerra pelo poder e por algo que ela nem faz ideia. A pergunta que Redenção, leva o leitor a se fazer é: O que você faria se despertasse e já não se sentisse dono da sua própria vida?


E como não poderia faltar, segue uma entrevista com a nossa querida autora Livia:



 1 - Se você fosse uma criatura da Literatura Fantástica, qual você gostaria de ser?
Uma fada ou uma bruxa. Acho que são criaturas mágicas que podem transformar a vida das pessoas.
2 - Já tem outro livro em mente, além de Sacrifício e Ressurreição?
Já tive muitas ideias para outros livros que fogem completamente do gênero fantástico. Tenho vontade de escrever um romance daqueles bem açucarado.
3 - Houve, em algum momento, receio de que Redenção não fosse bem aceito pelo público?
Acho que ainda existe esse receio, porque sei que a história pode ser apresentada para pessoas diferentes, que o compreenderão de modo completamente único e particular. Mas um momento em si, foi quando ele começou a ser distribuído e aparecer na blogosfera.
4 - Quem é Livia Lorena?
Uma apaixonada pelo universo pop e por cores. Às vezes age como uma menina,  depois como uma mulher. Louca por doces, fascinada por vampiros e que curte estar sempre junto da família e dos amigos.
5 - O que é ser escritor para você? O que te levou por este caminho?
Ser escritor é compartilhar um pedacinho do melhor da minha alma com pessoas que estão dispostas a lê-la e interpretá-la. O que me levou? Não sei exatamente, mas cheguei nesse caminho e acho que ele é o certo para mim.
6 - Quase todos os escritores(as) possuem uma mania enquanto escrevem. Você tem alguma? Qual?
Sim. Ouvir música.
7 - Conte-nos um pouco sobre a continuação da trilogia.
Veremos o amadurecimento e aceitação completa da personagem principal. O livro dois vai tratar basicamente de contar sua história a partir dos acontecimentos do fim do livro um e no livro três, teremos o desfecho do livro dois. Em Sacrifício (livro dois) teremos muito mais de Aaron e Ruby, eles se conheceram melhor e isso vai deixá-los mais próximos dos leitores. Em Ressurreição, veremos uma mudança bem grande na personalidade da personagem principal e poderemos ver o quão ruim para a humanidade será saber da existência de vampiros.(spoilers)
8 - Por que deste título?
Redenção, além de ser um termo basicamente bíblico, tem uma relação imensa com o que a personagem principal busca durante toda a história do primeiro livro.
 9 - Existe algum livro com o qual você tenha se emocionado e se identificado a ponto de ficar deprimida ao terminá-lo? Se sim, qual seria, e por qual ou quais motivos?
O Menino do Pijama Listrado. Lindo livro, com a história chocante de um período sombrio demais da humanidade. Só de pensar que crianças e pessoas completamente inocentes morreram da forma que o livro mostra, me faz ter raiva de ser humana.
10- Que conselhos sobre o mercado literário você daria para um novo escritor?
Acho que para iniciar, diria para ele ser paciente, tolerante, ouvir opiniões, aceitar críticas e ler muito mais, mas ler com olhos críticos, olhos de escritor.
 
Contatos da autora:
Facebook: https://www.facebook.com/livia.lorena.18
Twitter: @redencaobylilo
Link do Redenção no Skoob: http://www.skoob.com.br/livro/163676-redencao







sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Nova autora no Fantastiverso

 É com muita alegria que anunciamos que mais uma autora também da Editora Dracaena juntaram-se a nós! Trata-se de Cacá Adriane, autora de O Último Beijo. Para vocês familiarizarem-se um pouco mais com ela, seguem informações sobre a autora e sua obra:

 Biografia:
    Meu nome é Carla Adriane Arzua, mas prefiro que me chamem pelo meu apelido de infância e pseudônimo Cacá Adriane, tenho 24 anos, treino boxe e dou aulas de dança do ventre gratuitas.
    Moro em Curitiba – PR com a minha avó “Maria” e meu cachorro “Petty Pierre”.
Sou completamente viciada em romances sobrenaturais e amo mais ainda se forem sagas.
    Tenho um namorado super compreensível que me apoia em todos os momentos e me aguenta falando o quanto o Gabe é perfeito, mas na realidade mesmo, perfeito é ele.
    Amo minha família e amigos, mas tenho um espaço especial no meu coração ocupado pelos meus leitores.




Sinopse:
Jasmim é uma menina, como outra qualquer, que está passando pela adolescência.
Ela tem que lidar com diversos problemas, como o fato de sua mãe ter falecido quando ela nasceu e seu pai nunca estar em casa. Porém, sua vida não é só tristeza. Ela tem uma amiga chamada Ana Paula que é aventureira e adora mete-la em confusões. Como se não bastasse, ainda conhece um rapaz: Gabe.
Gabe é instável, cínico, genioso e ridiculamente lindo. Diferente dos outros, rapidamente faz com que Jasmim fique atraída por ele.
Ela estará disposta a dar o que ele pede em troca?! Qual a relação dele com seus pesadelos constantes?! Será que ela realmente sabe quem são as pessoas que ama?!
Conheça essa envolvente historia cheia de aventuras, mistérios e romance!




Especial da semana Jéssica Anitelli, autora de "O Punhal"

Sinopse: Seus olhos verdes sempre cruzavam com aqueles olhos gélidos durante a noite. Ao vê-los, junto com aquela pele esbranquiçada, o coração disparava, os pelos do corpo arrepiavam e a boca secava. Eram essas as sensações que Diogo sentia ao ver a figura daquele homem que o seguia desde criança. Sentia medo, lógico, mas por outro lado tinha a sensação de que algo em sua alma os ligava. Mal sabia que Augusto, um vampiro com mais de 100 anos, tinha planos para ele, planos esses que envolviam sua ida para a vida noturna. Após a noite em que o sangue de Augusto tocar seus lábios sua adolescência nunca mais será a mesma, se tornará sombria, tenebrosa, intrigante e ao mesmo tempo fascinante. Mas conseguirá ocultar lembranças e sentimentos humanos? Esquecerá o amor por Júlia? As mudanças sofridas no início de sua existência noturna serão baseadas em Henrique, um vampiro que possuía os mesmos olhos verdes de Diogo e de sua família, tão verdes quanto às esmeraldas contidas no punhal.

Biografia: Jéssica Anitelli nasceu na cidade de Leme/ SP em 1990. Atualmente mora em Guarulhos/SP e cursa Letras pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).
Desde criança é apaixonada por livros da temática fantástica e a primeira coisa que fez quando completou 14 anos foi abrir uma ficha na biblioteca municipal de Leme. Além dos livros, tem uma paixão incondicional por animes, mangás e música oriental.
Escreve desde os 17 anos quando deu início aos primeiros capítulos do seu livro de estreia no mundo literário, O Punhal. Com o primeiro volume dessa série publicado, Jéssica agora se dedica a concluir a saga que já tem seu segundo volume concluído, apenas esperando a hora certa de ser publicado. O terceiro está quase pronto e os primeiros capítulos do quarto já foram escritos.
Há também inúmeras narrativas em sua mente, que irão do terror ao fantástico. Livros ainda sem nome, mas que estão ansiosos para começarem a serem escritos.

 E para vocês conhecerem um pouqinho mais da Jéssica, acompanhe a entrevista que segue abaixo:



1 -Você tem outros projetos além da série O Punhal? Fale-nos um pouco sobre eles.
Tenho sim. Já concluído, tenho o romance erótico de nome “Volúpia”. Pretendo, no começo do ano, dar início a um livro de terror que se chama “O Homem da Capa Amarela”. Fora esses dois que já tem nomes, possuo mais um livro erótico, que escrevi algumas páginas e caracterizei as personagens. E também uma narrativa fantástica, que provavelmente será uma série, na qual trabalharei com outro mundo, magia e seres mágicos; por enquanto estou colhendo dados para ele, será uma estória bem complexa. Como vocês perceberam, tenho trabalho para uma vida toda kkkkkk

2 -     Quais horários gosta de escrever e por quê?
Se eu pudesse, escreveria o dia todo sem parar, porém infelizmente isso não é possível (por enquanto). Gosto muito de escrever durante a noite e madrugada, acho que as ideias fluem melhor e está mais fresco, assim meu notebook não desliga por causa do calor.

3 -     De onde surgiu a ideia para o livro?
Foi depois de eu ler o livro “Os Sete” do autor André Vianco. Fiquei encantada com a narrativa dele, ainda mais por ser ambientada no Brasil. Nunca tinha lido um livro fantástico em terras brasileiras. Isso me incentivou a usar a minha cidade como palco. A partir disso resolvi escrever sobre vampiros, além de eu ser apaixonada por tais criaturas malévolas.

4 -     Como foi pesquisar e observar Leme para dar corpo aos cenários de “O Punhal”?
Foi maravilhoso. Primeiramente eu não tinha a intenção de me aprofundar na história da cidade, porém a narrativa pediu aquilo já que eu trabalharia com vampiros que foram transformados junto com a fundação do município. Mesmo eu tendo nascido em Leme, sabia superficialmente sobre a história local, assim precisei pesquisar. Posso dizer que fiquei especialista no assunto “Fundação do Município de Leme”. Depois dessa consulta histórica, o resto foi mais fácil, porque precisava descrever uma Leme do ano de 2007, e isso eu conhecia muito bem. Foi uma experiência única sentar no banco da praça da matriz apenas para observar as pessoas, os comércios, trânsito, e sentir na pele aquele ventinho gostoso que traz consigo os cheiros das árvores.

5     Quando descobriu o seu interesse pela literatura, que queria se tornar escritora? Conte um pouco desse processo de descoberta.
Pensando sobre o assunto, acho que desde os 11 anos quero ser escritora, só que nunca levei muito a sério por mais que fosse apaixonada pela leitura. Eu sempre pegava livros, filmes e desenhos animados, e ficava imaginando histórias diferentes com as personagens. Perdi as contas das narrativas que imaginei com Harry, Rony e Hermione. No entanto, por mais que a minha imaginação aflorasse, nunca me arrisquei a escrever. O incentivo veio mesmo após a leitura de “Os Sete”, quando eu tinha de 16 para 17 anos. Até hoje agradeço ao André Vianco por ter aparecido na minha vida.

6Como funciona seu processo de criação?
Simplesmente deixo a coisa vir. Sei que parece estranho, já que muitos autores fazem um esquema para seguir, mas no meu caso isso não funciona. Não sei o que vai acontecer para fazer um roteiro, a estória se esconde de mim e vai se mostrando aos poucos, como se fosse um pega-pega. Quanto mais eu escrevo, mais vou conhecendo a narrativa. Se eu não escrevo não vou saber o que acontecerá no final do capítulo e na maioria das vezes do livro. Sou bem doidinha mesmo  ^^

7 -     Quais seus vampiros prediletos da literatura e do universo vampiresco e o que os seus vampiros têm deles?
Os primeiros vampiros que tive “contato” foram Lestat (forever <3) e Louis, em “Entrevista com o vampiro”. Eu era criança e meus pais estavam assistindo o filme. Depois disso, sempre assisti os filmes de Blade e Anjos da Noite, e também outros que não recordo os nomes. E claro, “A Rainha dos Condenados”, sou apaixonada por esse filme. Na literatura, amo os vampiros do André Vianco, principalmente o Sétimo. Às vezes acho que me inspirei um pouco nele para criar o Diogo, já que ele tem uma relação com duas mulheres. Gosto muito do Kaname, vampiro do anime Vampire Knight. No mesmo anime tem o Zero (adoro personagens de cabelos brancos *-*). Gosto também de Hellsing e comecei a ler o mangá Trinity Blood.
Meus vampiros são fieis ao mito e não andam durante o dia em hipótese alguma. Conservei também o lado mal e sensual de tais criaturas.
E depois tem gente que fala que as narrativas sobre vampiros só começaram agora. Sei...


Contatos da autora:
facebookhttps://www.facebook.com/jessica.anitelli 
skoob: http://www.skoob.com.br/usuario/412802-jessica
e-mail: jessy_anitelli@hotmail.com
twitter: @jeh_anitelli

O Punhal nas redes sociais:
facebook: https://www.facebook.com/pages/O-Punhal
skoob: http://www.skoob.com.br/livro/212245-o-punhal


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Especial da Semana - Evandro Raiz Ribeiro, autor de "Não deixe o sol brilhar em mim"

Sinopse: Em Não Deixe o Sol Brilhar em Mim o autor volta no tempo em um acerto de contas com o passado. Misturando reminiscências de sua infância com ficção, conta a história de Dennis e Valquíria, dois pré-adolescentes perdidos na solidão de suas vidas, cada um preenchendo o vazio existencial que há no outro em meio aos anseios da adolescência, descoberta do primeiro amor e amizade sincera. Porém Valquíria tem um segredo terrível. Não Deixe o Sol Brilhar em Mim é uma história de vampiros diferente em que a fuga da solidão ultrapassa o limite do sobrenatural.

Biografia do autor: Nasceu em Recife, passou sua infância entre Pernambuco, Paraiba e Alagoas. A adolescência passou em Santo André, cidade que considera como sua segunda terra natal, onde tem uma segunda família e muitos amigos. As pessoas que lá encontrou, trataram um garoto nordestino e desconhecido com o devido respeito que o ser humano merece, dando-lhe a confiança necessária para desbravar o futuro e o mundo. Hoje em dia é web designer e mora no Japão desde 1992. Não deixe o sol brilhar em mim é a sua primeira aventura literária.

E para conhecer um pouquinho mais do autor e sua obra, nós, integrantes do Fantastiverso, fizemos uma entrevista com ele:

1 - Lu Piras Quando você descobriu sua vocação para a escrita?
Evandro Raiz Ribeiro Na verdade, eu nunca pensei que escreveria  um livro, ou  ainda que viesse a publicar um. Sempre fui mesmo  um leitor, não me recordo de nenhum único dia em que não estivesse lendo, isso enquanto  morei no Brasil.  Aqui no Japão, onde vivo atualmente, existiu inicialmente a  dificuldade de não ter acesso a livros em português. E foi justamente nesse momento que comecei a esboçar uma história , que também era de vampiros.  Ainda não era a época em que todos podiam ter seu computador pessoal, e escrevia em um word processor  que gravava o texto de forma precária em um disquete.  Acabei perdendo o texto que havia escrito,  e que na verdade não era nada importante nem tinha consistência. Mas me recordo que havia gostado muito de uma das cenas e fiquei com aquilo martelando na cabeça. Até que um dia em 2009, assistindo a um filme, decidi que  tinha que contar aquela história à minha maneira.  
2 - Elaine Velasco  Sei que você se inspirou no filme "Deixe-me entrar" pra escrever seu livro. Fale-nos um pouco sobre isso.?
Evandro Raiz Ribeiro Essa  é uma pergunta providencial e quero responder detalhadamente. O filme que me inspirou a escrever meu livro foi “Let the Right One In “ do diretor suéco Thomas Alfredson baseado na obra homônima do escritor também suéco John Ajvide Lindqvist chamado no Brasil “Deixa ela entrar”, que para mim é uma obra prima do terror.  Esse filme inspirou também o diretor americano  Matt Reeves a fazer, desnecessáriamente em minha opinião, o filme “Let me In” traduzido no Brasil como “Deixe-me entrar”. Digo isso, porque foi muito cedo para se fazer o “remake” de um excelente filme que acabara de ser lançado. Isso tirou a atenção do filme original, e o filme de Reeves não acrescentou nada de importante a história.  O filme “Let me in” não é ruim de forma alguma, mas “ Let the Right One In” apesar de ser um produção de baixo recursos, com algumas falhas ridículas e algumas tropeçadas dos atores execelentes, mas inexperientes, é uma obra prima do terror, como citei anteriormente. Todos os dois filmes contam com o roteiro do próprio autor John Ajvide Lindqvist.  Entretanto, Thomas Alfredson, foi de uma sensibilidade sem tamanho, tirando o máximo da excelente e inovadora história de vampiros de  John Ajvide Lindqvist.  Procurei tudo que existisse sobre a obra, comprei o filme,  a versão em inglês do livro, e recentemente adquiri uma versão em português que comprei em portugal.  Lembrando que quando escrevi meu livro, eu só havia assistido ao filme e não havia lido o livro.  Não quero fazer spoilers, apesar de adorar um, não me importo de forma alguma de saber partes importantes de uma história antes de a ler. Mas o livro contém informações adicionais que Thomas Alfredson usou apenas de forma sútil, passando despercebidas a quem assiste ao filme. Quem quiser saber detalhes, poderá ler a resenha que fiz dos filmes e do livro no meu blog : http://evaneoslivros.blogspot.jp/2011/04/resenha-do-filme-e-do-livro-let-right.html , mas já deixo avisado: contém spoilers terríveis.
Essa pergunta dá uma deixa para uma questão importante, que apenas existe na mente de algumas pessoas medíocres que acusam minha obra de plágio do filme apenas por ler a sinopse.  Não, meu livro não é uma cópia descarada de “Deixa ela Entrar”. Cada letra, cada vírgula (algumas colacadas de forma indevida, porque não me preparei para ser um escritor e agora corro atrás do prejuizo. E pode, com toda razão atirar-me um tijolo, quem escreva impecavelmente) são de minha autoria, baseados em minha história pessoal.  Não Deixe o Sol Brilhar em Mim, é antes de tudo, uma homenagem a genialidade de Thomas Alfredson, que fez despertar em mim o desejo de passar par a o papel, o que me passava pela mente.  É também uma homenagem a John Ajvide Lindqvist, que soube inovar de maneira ímpar esse tão explorado universo das histórias de vampiros.
 ·                                
3 - Edson Gomes Quais autores você admira e por que?
Evandro Raiz Ribeiro  Comecei a ler com 6 anos e inicialmente cai de amores pelos nossos autores nacionais.   Li Monteiro Lobato,  José Lins do Rego, Machado de  Assis, Fernando Sabino, etc. Aos poucos,  fui tomando conhecimento também dos autores internacionais:  Júlio Verne, Alexandre Dumas, Agatha Christie  e  outros. Hoje em dia, como um autor, me vejo engajado na campanha de fazer com que se dê o devido valor ao autor nacional.  O Mercado da literatura é em primeiro lugar um mercado, e o retorno financeiro ocupa lugar de destaque nas prioridades de quem o movimenta. E o que vem de fora nos acena com a ideia de vai nos tirar da mesmice da monotonia cotidiana, passear por mares nunca dantes navegados, um oasis no desertoda nossa rotina.  Mas, isso não passa de pura  ilusão,  o escritor esteja ele onde estiver , possui o dom de  teletransporte ao desconhecido, usando  apenas a ferramenta do imaginário contida em sua mente conectada ao blutooth de sua pena, que hoje em dia tem o formato de teclado.  Os autores que admiro são: Machado de Assís, por sua genialidade. Dom Casmurro, consegue extrair do leitor desde o mais puro e sublime êxtase encerrado na descoberta do primeiro amor, até o mais vil sentimento de vingança contido na vontade de destruir quem amamos. Tudo isso separado apenas  pela tênue linha entre a  dúvida e a certeza, a razão e o imaginário; Stephen King,  pela arte de tirar o sobrenatural do campo  do inatingível,  que acontece em algum lugar distante e trazê-lo para o nosso  dia à dia corriqueiro;  Edgar Alan Poe e H.P. Lovecraft,  por extrair de suas vidas atormentadas, matéria-prima farta que povoa o universo imensuravel de suas histórias fantásticas; José Lins do Rego, pela melancolia constante e finais trágicos que são a marca de sua obra.  Não sou apaixonado por finais felizes nem pelos bons mocinhos.
·                                
4 - Rafael de Souza Qual foi a coisa mais maluca que lhe aconteceu após a publicação de "Não deixe o sol brilhar em mim"?
Evandro Raiz Ribeiro  Olha, por enquanto as coisas malucas ainda não aconteceram, ainda estou no campo das coisas interessantes e das surpresas.  Foi muito gratificante quando descobri que o autor, mesmo em meio a ainda pouca quantidade de leitores assíduos no meio de nossa sociedade, é visto com outros olhos, como se estivesse em um patamar diferenciado.  Tive essa certeza, na primeria vez em que fui divulgar meu trabalho, e isso aconteceu no Brazilian day Tokyo em 2011. A Princípio, as pessoas me tratavam como um vendedor de livros,  mas quando tomavam conhecimento que eu era o escritor do livro e que estava divulgando meu trabalho, a coisa mudava de figura. Isso foi uma experiência incrível e aconselho a todos autores a divulgar seu trabalho pessoalmente, cara a cara com o possível público leitor, é uma experiência ímpar.  Claro que descobrir o universo literário, conhecer outros autores, blogs e pessoas , é um universo novo e instigante.
·                                
5 - Livia Lorena Como trabalhar um tema tão sombrio, com personagens tão jovens?
Dennis, a personagem principal, tem algo seu? Quanto de você?
Evandro Raiz Ribeiro Na minha opinião,  a idade cronológica não representa necessariamente maturidade psicológica.  Eu com catorze anos era independente, técnicamente falando. Pois, morava sozinho, trabalhava, estudava e cuidava dos meus afazeres domésticos. Muitos garotos do meu convívio, se drogavam, roubavam ou levavam uma vida normal, sendo que a maioria, senão todos, moravam com seus pais.  Independente disso,  levei minha vida normalmente  sem me influênciar por nada, apenas segui o meu caminho. Hoje em dia não me diferencio em nada  de qualquer outra pessoa de minha época.  Em contrapartida, conheço muitas pessoas que já passaram dos trinta anos e continuam dependentes dos pais para tudo.  O que posso dizer apenas, é que existe uma convenção do que é ser jovem demais,  e que situações adversas  podem alterar na prática o que foi teoricamente convencionado.  
Respondendo a sua segunda pergunta, esse livro, excetuando-se as mortes e a parte sobrenatural, é quase que completamente auto- biográfico. Os lugares: ruas; casas; a escola; o cemitério; a praça fizeram parte da infância que vivi naquela época. As situações apresentadas realmente aconteceram, as personagens são fictícias ( com exceção de Valquíria, que é a representação de 3 garotas que conheci) mas representam acontecimentos reais. Recebi várias críticas por colocar a primeira vez das personagens em idade pré-adolescente, de outros autores e de alguns leitores, sendo até meu livro chamado de horrível por causa disso. Mas pode atirar-me a primeira tijolada, aquele que garantir e provar que o desejo sexual só acontece na fase adulta; quando o ser humano é senhor supremo de seus sentimentos, emoções e decisões.
·                                
6 - Ben Green Como está sendo a recepção do livro no Japão?
Evandro Raiz Ribeiro  No Japão, acredito que por estar sempre correndo atrás da divulgação do livro, tenho tido uma ótima recepção. É claro que por Japão, entenda-se comunidade brasileira no Japão. Eu ainda não traduzi o livro para o Japonês, mas tem um tradutora que o está lendo e quando ela me der alguma resposta vou analisar a possibilidade de traduzir ou não. Pois, existe a questão dos gastos e o mercado literário japonês é muito fechado. Não é interessante gastar sem ter nenhuma previsão de retorno.
·                                
7 - Ben Green Há planos para alguma tradução?
Evandro Raiz Ribeiro Eu decidi traduzir sem falta meu livro para o inglês, e estou esperando o retorno de uma tradutora que o está lendo e fará uma possível tradução. Não sei se todos sabem, mas  “Não Deixe o Sol Brilhar em Mim”  está há muito tempo, desde que o acabei de escrever em 2010, à venda na Apple Store e na Amazon. Mas os leitores de livros em português em formato eletrônico ainda são minoria . Entretanto, quando fui à Londres, passando em algumas livrarias, fiquei muito impressionado  por em algumas prateleiras de livros  estar sendo oferecido o Kindle com um plano de livros eletrônicos.
Ainda não oficialmente falando, outra tradutora me indicou o título de “Não Deixe o Sol Brilhar em Mim” em inglês como : “Living in the Twilight Zone”.  A princípio, não gostei da alusão a “Twilight” no título,  e perguntei se não poderia ser mudado para “Shadows”. Entretanto ela me explicou que “Twilight” representa exatamente o que eu quis mostrar na história e que ficou bem claro no título da possível versão em japonês: “Hi no Ataranai Toki” (leia-se : ri no ataranai toqui) que siginifica o momento em que a luz do sol está ausente,  ou mesmo que presente, as sombras predominam  como a  alguns minutos antes do anoitecer ou amanhecer. Outro pronto, é que precisaria de um título impactante em inglês, que chamasse a atenção, da mesma forma que o título em português, mas  que não poderia ser uma simples tradução .